Do cotidiano a poemas em construção
terça-feira, 22 de outubro de 2019
quarta-feira, 20 de março de 2019
Um vazio que grita
Nunca tive o que desejava
Nunca me quis tão pouco
Sempre me entrego exagerada
E me devolvem as migalhas
Silêncio rouco
Caminho em estradas descascadas
Um tempo sem margem,inicio,passado
Entre portas fechadas permaneço
Trancada em mim
Carrego meu mundo nas costa
Enquanto seguro os teus
Fardo pesado diriam muitos
Mas à mim revela tanto
Queria eu deixar de ser assim
Um obstáculo,algo quebrado,uma força sem atração
Queria eu mostrar que amo
E ser vista em meio a paixão
Me entrego cada vez mais ao chão
Este que me recebe em gratidão
Das pisadas e lamentos me levando ao vento
Continuo cedendo ao inevitável
De tanto odiar esse velho destino
Sigo linha reta em meio a caminhada
Entre lagrimas e sentimentos
Caindo em abismos me lembro
Você em madrugadas
Sinto sua falta,mas ainda sinto minha falta
Quanto mais amo menos quero sentir
E mais quero retribuir
Mesmo que este seja
Mera ilusão guardada em mim
Um suspiro ao vento canto em silêncio
Na multidão tão sufocante quanto as lagrimas
Que caiem ao chão
E por hora permaneço contido
Pra que haja mera luz na escuridão
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
O meu eu
Em segundos de desespero frio
Arranco-me meu próprio amor
Líbero cada ato de dor
E como forma de puro temor
Entrego-me à solidão
Corro em ruinas do meu antigo eu apressado
Que não parou no tempo mas continua estilhaçado
Guardado cada momento proibido de libido aguçada
Um toque,um respirar ao seu lado
Me mantenho em êxtase em vicios passados
Pra ver se um dia me torno renegado
Corro na escuridão e relento
A percepção de tempo turvo
Em gráus elevados de miopia
Da alma
Onde não ve longe futuro
Nem permanece no presente
Como o vácuo entre os mundos
O vazio entre universos quebrados
Encaixo a tudo e a todos só não me encaixo ao seu lado
Soaria ironico dizer que estou cansado?
Ja cansei de ser caça palavras nivel hard
Ou talvez livre caça abatida em dias ensolarados
Nunca fui de rimar direito
Mais escondo em meu peito
Versos escritos em prantos
Nas noites de super lua
Uma vida inteira de recaidas
Ainda me pergunto sobre tal frase que li uma vez
Se era pra ser assim,ser errante me tornei
Caminho e percorro pelo seu corpo meu toque suave
E suas mãos não tão fracas
Me esmagam tirando meu puro ar
Caindo e caindo a luz do luar
Nessa tarde de sexta já não sei onde ficar
Crio morada em acampamentos fechados
Pois de corações cheios me expulsaram
O que adianta tentar se não passo de espantalho
Mandando embora os corvos de tua alma
Ou talvez seria simples planta na neblina
Sempre pisada pois ja não pode ser vista
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Girassol
Por vezes me empenho em seguir-te
Por onde passa,não deixando nunca de lado
Me resguardando ao anoitecer
E permanecendo quieto na escuridão
Com seu brilho logo de manhã renasço da solidão
Dos ventos noturnos e chuvas que me levam pra longe
Por vezes me calo em meio ao seu olhar
Em pedestal coloquei-te talvez não devesse sonhar
Em meu peito a sigo com o olhar
Menina que ja foi luar mas fiz dela meu sol da manhã
Por vezes me pego pensando no pq de tal distância
Se em mim meu coração queima por ti
E quanto mais perto mais me incendeia
Mata-me de desejo e saudade
E mesmo assim renasço,por vezes fênix,
Ou simples girassol perto de riacho
Ouço ao longe sua voz todos a sua volta
E a mim que pareço tão pequena,quase nunca nota
Pq sempres volta se tambem sempres vais
Pq sempre retorna a mim se por vezes já não lhe reconheço mais
Pq me dás esperança se com elas me vem rios de perdão e lagrimas
Arrependimento não mata porém sufoca
O que mata mesmo é ver a porta fechada
E você com tal chave
Mais uma vez se vai,some e reaparece
Mais uma vez a te seguir talvez devesse deixar de existir
Ou simplesmente sorrir
O caminho me parece tão quieto,quanto meu quarto
Vazio após mais uma conversa as pressa
Falta de interesse
Deveria ser mútuo mas sou girassol
E sigo minha estrela rei
Mesmo que não consigas me ver
Ou tavez me encaixar em sua vida corrida de pessoas diversas
Em um mundo oposto do meu
Sou pessinha de vidro e estou a quebrar
Te carrego comigo a cada olhar
E ja nem sei como me encaixar logo a mim
Que quanto mais amo mais lembro
Quanto mais te vejo mais me esqueço
Quanto mais me esforço mais desapareço
Buscando um pouco de...TEMPO
Encaixas a todos,me da esperanças
Porém consigo ver que não há,que não tens,
Espaço pra mim que sei que errei
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Mais uma madrugada sem sentido
Do outro lado da tela encontro um amor de éras
Entre espinhos e petalas
A leveza dela com um simples toque de caos
Bagunçando ao passar por mais uma vez
Meu olhar ja não encontra o teu
E por mais que negue
O sentir faz falta
Como petalas ao vento
Caindo ao relento que se tornou amar você
Nas loucuras que fiz ao dizer sim
E das dores q senti a cada não
Sua partida não levou embora
A morada em meu peito
Antes preenchida por ti
Cômico ver o que nesses vai e vem
Nos tornamos
A dor some por vezes me deixando vazia
Porem quando volta
É como lança afiada atravessando minha alma
Um respirar apenas ja basta para a morte chegar
Morte de quem?
De ninguem
Ninguém este que me tornei
Entre confusões ja não entendo meu querer
Ja me perco em meu sofrer
E busco a luz do meu amar que ja nem sei por onde esta
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Pensamentos em meio ao sermão de meu irmão
minhas poucas memorias nostálgicas
Queria eu deixar todo o meu amor sair,
mas de tanta angustia que já vivi,essa se parece mas recente
Em minhas idas e vindas ao passado,
me perco por vezes,em caminhos mal andados
Com clara certeza de ser rio,imenso espirito de cachoeira,
ou talvez simples vento,em um dia de recomeço
Me sinto cansada e me vejo quebrada
Perdida em seu olhar de desprezo,medo,nojo,não sei...
Porem não deixa de doer,essas feridas incuráveis,
que ainda me pegam de vez
Meu peito arde como chamas de gelo
De tanto cair,no chão permaneci
E por fim me vi em tantos poemas e cânticos
Triste porem bem e bem porem sem rumo
Vontades já passadas decisões nao tomadas
E um porque em mente,que me faz transparecer,
o urgente do meu viver
Queria eu escrever sobre amor,
assim como escrevo sobre a dor
Queria eu não lembrar de tal sorriso
daquela mesma que me roubou a essência
Penso só,queria eu estar tão bem,
quanto estou magoada
A equivalência não bate,muito menos cala,
todos os prantos cansados em meu quarto
Onde no escuro ninguém mas me via,
tamanha fraqueza no meu viver
Que foi por amar que acabei por esquecer,
que talvez o pensar em meio a paranoias e medos ,
não diz certo sobre o sentir
Este que não nos deixa omitir
A verdade do crescer
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Luz do mundo Assim como as estações,a vida tem ciclos. Os melhores dias são como memórias antigas de um verão regado de risadas, de ave...


