sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Pensamentos em meio ao sermão de meu irmão

Queria eu escrever sobre coisas bonitas;
minhas poucas memorias nostálgicas
Queria eu deixar todo o meu amor sair,
mas de tanta angustia que já vivi,essa se parece mas recente
Em minhas idas e vindas ao passado,
me perco por vezes,em caminhos mal andados

Com clara certeza de ser rio,imenso espirito de cachoeira,
ou talvez simples vento,em um dia de recomeço
Me sinto cansada e me vejo quebrada
Perdida em seu olhar de desprezo,medo,nojo,não sei...
Porem não deixa de doer,essas feridas incuráveis,
que ainda me pegam de vez

Meu peito arde como chamas de gelo
De tanto cair,no chão permaneci
E por fim me vi em tantos poemas e cânticos
Triste porem bem e bem porem sem rumo
Vontades já passadas decisões nao tomadas
E um porque em mente,que me faz transparecer,
o urgente do meu viver

Queria eu escrever sobre amor,
assim como escrevo sobre a dor
Queria eu não lembrar de tal sorriso
daquela mesma que me roubou a essência
Penso só,queria eu estar tão bem,
quanto estou magoada

A equivalência não bate,muito menos cala,
todos os prantos cansados em meu quarto
Onde no escuro ninguém mas me via,
tamanha fraqueza no meu viver
Que foi por amar que acabei por esquecer,
que talvez o pensar em meio a paranoias e medos ,
não diz certo sobre o sentir
Este que não nos deixa omitir
A verdade do crescer

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