sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O meu eu

Em segundos de desespero frio
Arranco-me meu próprio amor
Líbero cada ato de dor
E como forma de puro temor
Entrego-me à solidão

Corro em ruinas do meu antigo eu apressado
Que não parou no tempo mas continua estilhaçado
Guardado cada momento proibido de libido aguçada
Um toque,um respirar ao seu lado
Me mantenho em êxtase em vicios passados
Pra ver se um dia me torno renegado

Corro na escuridão e relento
A percepção de tempo turvo
Em gráus elevados de miopia
Da alma
Onde não ve longe futuro
Nem permanece no presente

Como o vácuo entre os mundos
O vazio entre universos quebrados
Encaixo a tudo e a todos só não me encaixo ao seu lado
Soaria ironico dizer que estou cansado?
Ja cansei de ser caça palavras nivel hard
Ou talvez livre caça abatida em dias ensolarados

Nunca fui de rimar direito
Mais escondo em meu peito
Versos escritos em prantos
Nas noites de super lua
Uma vida inteira de recaidas
Ainda me pergunto sobre tal frase que li uma vez
Se era pra ser assim,ser errante me tornei

Caminho e percorro pelo seu corpo meu toque suave
E suas mãos não tão fracas
Me esmagam tirando meu puro ar
Caindo e caindo a luz do luar
Nessa tarde de sexta já não sei onde ficar

Crio morada em acampamentos fechados
Pois de corações cheios me expulsaram
O que adianta tentar se não passo de espantalho
Mandando embora os corvos de tua alma
Ou talvez seria simples planta na neblina
Sempre pisada pois ja não pode ser vista

Luz do mundo Assim como as estações,a vida tem ciclos. Os melhores dias são como memórias antigas de um verão regado de risadas, de ave...